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COVID-19 e segurança informática: Prepare-se para o inesperado

"Há, pelo menos, duas lições que a pandemia deixa para as nossas empresas: têm de estar preparadas para o inesperado e a segurança vem sempre em primeiro lugar" - Cristina Cardoso, CSO da Alidata, fala sobre o mundo das empresas alterado pela pandemia. Jornal das Oficinas | Maio 2020.
COVID-19 e segurança informática: Prepare-se para o inesperado

Desde o momento em que comecei a delinear este meu habitual artigo, aqui no Jornal das Oficinas, que o mundo, simplesmente, mudou. Isso mesmo. O mundo mudou. Com ele, mudámos todos nós e mudei também eu o tema que tinha planeado trazer-vos nesta edição.

Se, ao longo dos anos, nós que estamos nas tecnologias de informação, temos vindo a cimentar uma retórica assente na factualidade de que o sector muda a uma velocidade vertiginosa, como adjetivar a mudança que estamos a viver -nas nossas vidas e nas empresas- desde que a pandemia Coronavírus/Covid-19 assolou a Europa?

Se não conseguimos chegar a um melhor adjetivo, há, pelo menos, duas lições que a pandemia deixa para as nossas empresas: têm de estar preparadas para o inesperado e a segurança vem sempre em primeiro lugar. Duas facetas, diz-me a experiência, subvalorizadas pelos decisores, mas de valor inestimável.

Há, pelo menos, duas lições que a pandemia deixa para as nossas empresas: têm de estar preparadas para o inesperado e a segurança vem sempre em primeiro lugar

O que aconteceria se a sua empresa perdesse toda a informação -facturas, bases-de-dados de clientes, peças, etc.-? Tem infraestrutura e software para evitar um ciberataque? E cópias de segurança atualizadas, acautelando um possível acidente, como por exemplo um incêndio? No caso de acontecer um destes dois cenários, tem um plano de contingência e conseguiria ter a sua empresa em pleno funcionamento em quanto tempo?

Estas, são apenas algumas das perguntas básicas que, hoje, após o início da crise pandémica, ganham toda uma nova perspetiva de abordagem e nos parecem mais realistas e óbvias que nunca. Antes, apenas as percepcionávamos como uma projeção catastrofista. Se houver uma boa herança da pandemia para as empresas, esta, é uma delas.

O novo cenário a que o Covid-19 nos forçou, de colaboradores a desempenhar as suas funções em regime de teletrabalho por tempo indeterminado, restrição de visitas às instalações da empresa e dos clientes, limitação de visitas às nossas instalações, ativação do plano de mobilidade de colaboradores, preparados para desempenhar as suas funções remotamente, entre outras, serão algumas das que a sua empresa estaria exposta em caso de acidente. Mas, e caso fosse antes alvo de um ciberataque, em que não teria acesso à rede informática da sua empresa?

Todas as interrogações que deixo não visam criar uma visão apocalíptica e generalizada sobre a preparação das empresas para cenários mais extremos, mas chamar à atenção para a possibilidade. Se é possível, então, cabe aos gestores acautelarem que o impacto seja o menor possível para o seu negócio.

 

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