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Não é pelo tamanho que se mede a qualidade de uma empresa

O tecido empresarial da região de Leiria é composto maioritariamente por pequenas e médias empresas e, tal como sucede no resto do País, são poucas aquelas que envergam grande dimensão. Mas, mais do que o tamanho, importa o nível de inovação e de riqueza que cada uma delas consegue imprimir no território
Não é pelo tamanho que se mede a qualidade de uma empresa

O tecido empresarial da região de Leiria é formado sobretudo por pequenas e médias empresas (PME), de diversos sectores de actividade e, à imagem do que acontece também pelo resto do País, são poucas as empresas que se apresentam com grande dimensão. Micro, pequenas, médias ou grandes, todas elas cumprem um papel relevante na economia regional e nacional e, salientam quer os empresários quer os investigadores nas áreas da estratégia e de comércio internacional, não é de modo algum o tamanho de uma empresa que indica, por si só, a sua qualidade, a sua capacidade de inovar e de gerar riqueza.

Na região de Leiria, a dinâmica das PME, a sua capacidade de se diferenciarem, de exportarem e de criarem emprego, são prova disso mesmo.

“Para a Alidata, que tem uma grande diversidade de produtos que se adaptam a empresas de todos os sectores, dimensões ou fases de crescimento, um tecido empresarial que é essencialmente composto por PME de diferentes sectores é uma vantagem

Fernando Amaral, presidente executivo da Alidata.

Também Fernando Amaral, chairman do Sendys Group e CEO da Alidata, empresa de Leiria que desenvolve, comercializa e implementa soluções de software de gestão, não considera que a dimensão das empresas que compõem o tecido económico da região seja, por si só, uma desvantagem. Até pelo contrário. “Para a Alidata, que tem uma grande diversidade de produtos que se adaptam a empresas de todos os sectores, dimensões ou fases de crescimento”, um tecido empresarial que é essencialmente composto por PME de diferentes sectores “é uma vantagem, apesar de a nossa actividade se desenvolver por todo o País (e não só)”, defende o CEO. “Assumimo-nos como um parceiro tecnológico das empresas, e podemos ser o motor da transformação digital e até organizacional, através de consultoria, softwares de gestão eficientes, tecnologia e boas práticas, e isto é transversal a empresas de todas as dimensões”, justifica o responsável. “Na região de Leiria há um grande dinamismo empresarial, tal como social e cultural, o que se reflecte em projectos de empreendedorismo, criatividade e inovação”, salienta Fernando Amaral. “Estamos sediados numa localização geográfica privilegiada, no centro do País a pouco mais de uma hora de distância de Lisboa e do Porto, perto do mar, com diversos pontos de interesse e boa qualidade de vida, o que leva muitas pessoas a fixarem-se na região, nomeadamente também através do Instituto Politécnico de Leiria”, entende o CEO da Alidata.

E neste meio privilegiado, “existem PME com enorme potencial nacional e internacional. Há uma envolvente empresarial altamente dinâmica, com sectores cuja actividade comercial tem uma dimensão internacional, que proporciona às empresas um ambiente favorável ao seu crescimento”, realça ainda. Por tudo isto, Fernando Amaral não entende que o número reduzido de grandes empresas neste território seja desvantajoso. “A chave para o sucesso é analisar, planear e organizar os  nossos esforços para garantir clientes de empresas pequenas, médias e grandes, de forma equilibrada para nos mantermos lucrativos. Empresas pequenas têm normalmente necessidades menos exigentes e mais pontuais, mas nem sempre isto se verifica, tal como nem sempre um cliente/empresa grande é o mais lucrativo”, frisa o CEO. “No nosso negócio é assim que funciona, apesar de ser verdade também que uma empresa grande garante uma receita recorrente. O customer lifetime value do nosso cliente é muito variável, e apesar de estar normalmente relacionado com a dimensão da empresa, isto nem sempre é verdade”, aponta o responsável. Falando das vantagens e desvantagens das empresas grandes e pequenas, enquanto cliente (já que a actuação da Alidata é B2B), Fernando Amaral explica que “as mais pequenas têm normalmente um ciclo de vendas mais curto porque a decisão é mais rápida, e os projectos são mais rápidos e simples de entregar, o que dá à Alidata uma maior agilidade”. Por comparação, “as empresas grandes têm muitas vezes procedimentos burocráticos, ciclos de venda mais longos, mas também orçamentos para a área de Tecnologia de Informação bastante maiores (e inevitáveis para o apoio à gestão, operacionalidade e segurança)”, nota o CEO.

Para Fernando Amaral, “actualmente há grandes desafios para servir uma empresa de forma eficiente e satisfatória, independente de ser pequena, média ou grande”. Todas “nos trazem novos desafios e graus de complexidade diversos. Os nossos quase 35 anos de experiência permitiram-nos ir estudando e conhecendo bem o tecido empresarial da região. São muitos anos a descobrir empresas e pessoas com comportamentos e atitudes inovadoras em prol da competitividade e sustentabilidade dos seus negócios”, remata o responsável.

 

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