Alidata Suporte
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18 junho 07

Alidata aposta na internacionalização

Durante este mês, a Alidata vai concretizar a parte final da sua entrada no mercado espanhol. Neste momento, a softwarehouse de Leiria está já a operar em Angola, Cabo Verde e Moçambique.
“Não vamos abrir delegações nestes países. Queremos uma política de parcerias e por isso, estamos a dar formação a estes nossos parceiros. As encomendas já surgiram e os negócios começam a concretizar-se”, diz Jaime Gomes, sócio-gerente da empresa.
A estratégia passa por dirigir o software da Alidata para o mercado ibérico, com especial destaque para os sectores do comércio e indústria.
A empresa é uma das poucas empresas portuguesas que continua a apostar no fabrico de software próprio, em vez de proceder à revenda de software produzido por terceiros.
“Tem sido isso que nos diferencia da concorrência. Costumamos dizer que fazemos um fato à medida do cliente, no que respeita a software. Como somos nós a criar tudo, não estamos dependentes de ninguém. Quando abordamos um cliente, conhecemos as suas necessidades e adaptamos o nosso software. A nossa postura de fabricantes é determinante na capacidade de autonomia e nos tempos de resposta ao cliente”, avança Pedro Gaspar, também sócio-gerente.
Em 2007, a Alidata pretende consolidar as suas mais recentes soluções informáticas: o SIA® CRM; o SIA® Portalweb – para aceder via internet a bases de dados, incluindo a(s) do SIA®, o SIA® Mobile – software de mobilidade para terminais portáteis; as centrais telefónicas ligadas ao CRM baseadas no software opensource Asterisk®, etc. “Temos outras inovações na forja. Não estamos à espera de vender para comprar ou mandar fazer. Antecipamo-nos ao mercado”, refere Jaime Gomes.
O canal de revenda da Alidata está também a crescer, em consequência do investimento permanente que tem sido feito em recursos humanos e formação de parceiros. “A rede existe há cerca de três anos, mas só agora se começa a recuperar o investimento feito”, diz Pedro Gaspar.
A empresa é uma das poucas na região e no país a optar pela utilização de software opensource (livre de licenças). Uma medida que permite uma redução de custos. “Temos um software e sistema operativo que nos permite não estar dependentes de soluções como o Windows. Usamos, em 99.9 por cento dos casos, servidores baseados em Linux, um sistema muito fiável, robusto e com muitos anos de desenvolvimento”, refere ainda o mesmo sócio-gerente.

JAIME GOMES E PEDRO GASPAR, SÓCIOS-GERENTES DA ALIDATA
A MAIOR MAIS VALIA É A ADAPTABILIDADE

Dada a aposta em produção própria, a Alidata consegue encontrar facilmente técnicos qualificados?
Jaime Gomes (JG) – Conseguimos. E é aí que está a nossa grande mais-valia. Se se perguntasse aos responsáveis de empresas de TI (Tecnologias da Informação) se gostariam de ter a sua própria aplicação, todos responderiam que sim. É preciso fazer um grande investimento em recursos humanos qualificados para ter a capacidade e o know how necessários para ter um software próprio deste nível. Qualquer fabricante que pretenda ter o seu produto, sabe que os custos são muito elevados e que é necessária uma estrutura muito coesa. A aposta na formação constante e na manutenção dos colaboradores é muitíssimo importante, dada a complexidade da nossa área.
O problema é que as empresas querem fazer um produto hoje e ter lucro amanhã, o que, na grande parte dos casos, é um processo moroso.

Que tipo de solução informática é mais procurada pelos vossos clientes?
Pedro Gaspar (PG) – Está na moda falar-se de CRMs. Mas aliada a este programa tem de haver uma gestão empresarial. São softwares integrados que não funcionam uns sem os outros. O SIA® Controlo de Produção é uma das nossas aplicações que tem tido uma procura crescente. O aceso a dados através de Internet móvel, é outra área onde estamos a apostar fortemente, face à procura.

Como se consegue sobreviver num mercado competitivo como o de Leiria?
JG – Uma boa parte das empresas locais de software já fecharam ou estão com muitas dificuldades. Ainda há dias, foi noticiado numa revista de negócios que se prevê o encerramento, a médio prazo, de 200 mil empresas, metade do tecido empresarial nacional. Para sobreviver, é preciso sermos persistentes, saber aguentar os momentos de crise, para estarmos na linha da frente quando o mercado começar a dar sinais de retoma. Mesmo que não os dê, devido à quantidade de empresas que já fecharam, as que se mantiverem no activo vão estar muito mais à vontade. Hoje, quase nem precisamos de sair para procurar negócios. São os clientes que nos procuram e vêm de norte a sul do país.

Nota-se alguma recuperação na economia nacional?
JG – Alguma. Chegámos ao momento em que as pessoas que podem e têm a capacidade para investir necessitam de o fazer. É uma questão psicológica. Por outro lado, na nossa área, há muitas empresas que desaparecem, ou que começam a deixar os clientes insatisfeitos ao reduzirem os meios humanos numa política de contenção de custos. Deixam de ter capacidade para dar assistência, e é necessário arranjar quem a dê.

Em que medida um bom software pode ajudar no sucesso da gestão de uma empresa?
JG e PG – Hoje, todos os softwares que resistem no mercado têm que ter alguma qualidade. Mas é preciso conhecer bem o produto, moldá-lo bem à empresa, para que a empresa consiga tirar rentabilidade.
A maior mais valia é a adaptabilidade. Tem de ser o software a adaptar-se à empresa e não a empresa ao software. Quando o software não se ajusta aos procedimentos da empresa, e é a empresa a ajustar-se ao modo de proceder do software, perde-se a filosofia da empresa.
Há empresas que se limitam a passar facturas e recibos e não conseguem saber qual a margem de lucro nos seus vários sectores. É essencial conhecer o software e as necessidades de cada cliente para que este realmente ajude no sucesso da empresa.
Trabalhamos com áreas específicas, por exemplo fábricas de rações para animais onde, aparentemente não é necessário um software muito o complexo. Mas neste tipo de empresas o fabrico dos próprios produtos é muitas vezes manipulado por uma componente médica que tem que ser tida em conta. Só com a introdução destas especificidades é que o cliente consegue conhecer verdadeiramente os seus resultados. De outra maneira, terá de trabalhar com valores médios. Nuns produtos ganha, noutros perde. A meio de um negócio, pode estar a ganhar, mas também pode estar a perder. As empresas têm que investir nos produtos certos, no momento certo e, principalmente, conhecer as suas próprias necessidades. Isto é essencial para perceber, em dada altura, se têm ou não capacidade para produzir determinados produtos, para evitar situações incomportáveis.

BI DA EMPRESA
Nome: Alidata – Soluções Informáticas, Lda.
Actividade: Concepção, desenvolvimento e implementação de software
Facturação 2006: 1.5 milhões de euros
Número de funcionários: 45, distribuídos pelos departamentos de desenvolvimento, software, hardware e após-venda.