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28 abril 05

Software cada vez mais pesado força investimentos - INFORMÁTICO-DEPENDENTES

Com programas de software cada vez mais exigentes, a evolução do hardware é constante. O que cria uma espiral de insvestimentos por parte das empresas e dos particulares.
Os modelos de computadores têm uma ‘vida’ cada vez mais efémera, situação especialmente detectável nos portáteis, sublinha Herlander Silva, da HES. Este responsável fala em períodos de renovação de equipamentos de dois ou três anos. Alexandra Elias, da Alidata, aponta para prazos mais dilatados, na ordem dos quatro ou cinco anos. Mesmo assim, muitos empresários ainda prologam a vida útil das sua máquinas.
As decisões de aquisição ou renovação dos equipamentos são, ainda, influenciadas pela situação de crise que Portugal atravessa. Cristina Silva, da CPS, diz que algumas empresas se veêm obrigadas a recorrer ao crédito bancário ou negociar prazos de pagamento mais dilatados. Noutros casos, pura e simplesmente as decisões são ‘congeladas’, à espera da retoma económica.
Alexandra Elias também nota “algum receio em investir”, mas sublinha que, quando se está perante uma mudança de software na generalidade dos casos não há como fugir à aquisição de equipamento, pois são os programas informáticos que o exigem.
Herlander Silva destaca uma grande quebra nas vendas a particulares, mas revela que as empresas não têm o mesmo comportamento.
Muitas, investem também com o objectivo de minimizar os custos de mão-de-obra.
Outra razão para investir é avançada por Cristina Silva. A maioria das empresas clientes da CPS, necessita cada vez mais de se actualizar relativamente aos equipamentos “de forma a rentabilizar os seus negócios”.
Unânime é a concordância com o facto de ser o software a ‘comandar’ as aquisições de equipamento. E se no software lúdico a progressão é ‘galopante’ – no software empresarial a evolução no sentido do aumento das exigências também é uma constante.
“Nos dias de hoje as exigências do mercado obrigam a actualizações constantes no software , de forma a satisfazer com eficiência as necessidades dos clientes”, lembra Cristina Silva.
“Cada vez mais o software exige que a máquina tenha atributos de forma atrabalhar coma maior rapidez e eficácia. Assim, a evolução do hardware é indissociável do desenvolvimentode software”, explica.

Dependência total
Hoje em dia, não haverá muitas empresas que possam existir sem estarem dependentes da informática. Seja apenas para tarefas internas, como a facturação ou a gestão de stocks, seja como forma de comunicação, a vida económica está assente, quase em absoluto, nos computadores.
“É um mal necessário” admite Herlander Silva, enquanto Cristina Silva destaca que “as empresas atingiram um elevado grau de dependência relativamente às máquinas me à assistência técnica”, com a “maior dos procedimentos numa empresa, nomeadamente procedimentos administrativos, de produção e outros” a serem assistidos por computador.
Seja em que sector for, diz Alexandra Elias, “o computador facilita a vida”. No caso das empresas, concretiza, precisam de se “libertar doi trabalho do papel”, independentemente do sector em que actuam ou da sua dimensão.
Uma dependência leva à outra. Se para funcionarem as empresas precisam dos computadores, estes não podem avariar… Daí a pressão – e outra dependência – sobre a assitência ténica vai um pequeno passo. “Quando, por algum motivo o hardware não funciona, as empresas param e aguardam ansiosamente o apoio técnico para reiniciar as tarefas”, adianta Cristina Silva.
No caso da HES, essa dependência comprova-se com números: a facturação correspondente à assistência técnica “tem crecido bastante”, significando “20 ou 30 por cento do volume total”, revela Herlander Silva.
Alexandra Elias partilha a experìência da Alidata. “Há sítios onde até para montar uma impressora precisam de apoio”, conta. Outras empresas dispõem já de um responsável pela manutenção dos equipamentos, ficando assim mais independentes. Entre os clientes da empresa detectam-se também já algumas preocupações relacionadas com a imprescindibilidade do funcionamento dos computadores, detectável no crescimento das vendas de UPS.

in suplemento Informática & Telecomunicações, Jornal de Leiria