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08 março 05

Prestação menos feliz da equipa "Alidata" no trial perícia do terródromo de Arraiolos

No passado dia 5 de Março o Trial Perícia voltou ao Terródromo de Arraiolos para o II Evento 4×4+(Plus) de 2005. Este é um espaço especificamente criado para a prática desportiva, particularmente dedicado ao Todo Terreno. Dispõe da melhor pista TT privada da Europa, onde alguns dos melhores pilotos e máquinas 4×4 (velocidade) já treinaram.

Os 25 inscritos, vindos de todo o país e adeptos desta modalidade, estiveram sempre bastante entusiasmados, a disputar esta prova no terreno adjacente ao local que é uma referência do mundo do Todo o Terreno, quer para os participantes, quer para as centenas de espectadores que aderiram em peso para assistir a esta bela prova de Trial.

A equipa “Alidata – Produção de Software” não conseguiu desta vez chegar além do 6º lugar, nesta prova que tinha um elevado grau de dificuldade, num terreno bastante acidentado e rochoso, repleto de pedras por todo o lado.

Esta prestação menos feliz da Alidata deve-se em parte ao problema mecânico do Toyota VX que surgiu logo no início da prova. O “bloqueio dianteiro das rodas” teimava em ficar ligado permanentemente, sem que se conseguisse desligá-lo (liga-se apenas para obstáculos que exijam grande esforço da máquina para bloquear as rodas), o que levou a algumas penalizações, essencialmente nas manobras mais apertadas. Ainda assim, a Alidata consegiu superar os obstáculos mais difíceis, acabando por se descuidar naqueles que apresentavam menor grau de dificuldade.

Foram quatro as pistas disputadas neste evento, complementadas com uma quinta, que estava anunciada como um “obstáculo surpresa”. Eram pistas que requeriam muita perícia para serem executadas de forma correcta, mesmo que isentas de zonas manifestamente perigosas e que danifiquem a viatura arbitrariamente, o que năo descurava os cuidados necessários. Estivemos perante uma das provas/pistas com as melhores características de sempre do Trial Nacional 4×4 Plus.

A dureza da prova era enfrentada com grande esforço por parte da máquina, o que ao mesmo tempo exigia grande perícia e cautela de forma a não causar danos irreversíveis em algumas peças devido ao esforço.

Sempre com muitas pedras para vencer, a Pista 1 era composta por um grande buraco com saída para uma curva, com grandes valas de inclinação lateral, onde a força do navegador era preponderante. A Pista 2, iniciava-se com uma subida acentuada sobre pedras, onde não se podia errar, correndo o risco de o carro “assentar”, podendo ainda recorrer-se à força do guincho ou andando para trás. No decorrer das provas, a dificuldade das pistas ia-se acentuando, nomeadamente com um obstáculo principal da Pista 3, composto por um buraco dentro de uma pedra, onde muitos carros tiveram que recorrer ao auxílio da roda suplente para passar (tapando o buraco e diminuindo a sua profundidade). Na quarta Pista, uma subida acentuada sobre pedras também dificultou em muito a vida às equipas. O desnível do piso e a forte inclinação lateral desta pista causaram muitas dificuldades às equipas para se manterem em cima dela, deslizando muitas equipas para as fitas limitadoras, o que causou muitas penalizações. Para finalizar, o “obstáculo surpesa” anunciado era uma subida de um monte de pedras sujeito a cronometragem.

Este evento foi mais uma etapa decrorrida (com bastante sucesso!) no âmbito do Troféu Nacional 4×4 Plus de 2005 e contou com o apoio da FPTT (Federaçăo Portuguesa de Todo Terreno) e da Câmara Municipal de Arraiolos.

in Notícias de Leiria