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10 fevereiro 04

Qualidade: Um factor de distinção

Alidata vê a Qualidade como “Um factor de distinção”

A Alidata é uma empresa nacional especializada no desenvolvimento de software (ERP) e na comercialização de equipamentos informáticos para diferentes áreas de negócio. Aliás, um dos factores que contribui para o bom desempenho da Alidata é a vasta gama de produtos e soluções para as indústrias, empresas comerciais e oficinas/concfessionários que a empresa disponibiliza. Em conversa com Alexandra Elias, da Divisão de Vendas & Marketing e Patrícia Marcelino, Gestora da Qualidade da Alidata, ficamos a saber mais sobre esta empresa e sobre as suas prespectivas e preocupações com matérias tão importantes com a qualidade.

Quando foi constituída a Alidata e que tipo de princípios ou objectivos estiveram subjacentes à sua constituição?
A Alidata, Lda surgiu há 20 anos, em 16 de Janeiro de 1984. No inicio, actividade centrou-se na comercialização de mobiliário e equipamento de escritório. Um ano mais tarde, quando começou a aparecer a informática, perspectivou-se uma oportunidade de mercado: equipamentos informáticos e software.
Em 1992 com a entrada de Jaime Gomes como sócio deu-se a criação de um departamento de programação o que deu origem à comercialização de software próprio na área da Contabilidade geral e analítica; na gestão comercial; na gestão de stocks e na gestão de imobilizado.

Como se tem registado a evolução da empresa e que balanço faz da actividade desenvolvida até aos dias de hoje?
Ao nível da sua actividade a Alidata teve a seguinte evolução, a saber:
1997/1999 – Criação do Software de Controlo de Produção, testes e estabilização do mesmo;
1999 – Início da comercialização do Software de Controlo de Produção Alidata e com ele os serviços de assistência técnica. Até esta altura os serviços prestados eram essencialmente de implementação/manutenção. A Alidata começou a entrar no mercado da Consultadoria.
Como prova do seu desenvolvimento é atribuído à Alidata em 1999 e 2001 o titulo de PME Excelência.
Em 2001 foi desenvolvido um software de gestão inovador designado SIA – Sistema de Informação Avançado, e no ano seguinte começou a ser comercializado.
Também em 2002 iniciou-se a implementação do Sistema da Qualidade segundo a norma NP EN ISO 9001:2000.
O mais recente marco significativo da empresa aconteceu em Dezembro de 2003: a Alidata atingiu a certificação de Qualidade.
A evolução da Alidata tem se registado de uma forma regular e sólida, isto porque são poucas as empresas no sector das Tecnologias de Informação que conseguem atingir 20 anos de existência e ter um crescimento constante.

Que serviços e/ou produtos são providenciados por vós? Quais são as áreas de intervenção?
O core-business da ALIDATA centra-se no desenvolvimento de software. O nosso objectivo é ser co-líder na venda de Software ERP para as PME’s, servindo o cliente da forma mais completa possível dentro da sua área de actuação (desde a venda do hardware à assistência técnica, reparação, manutenção, venda de consumíveis, desenvolvimento, comercialização e implementação de softwares, formação, comercialização de equipamentos e material de escritório, etc.). Contudo, a captação do cliente normalmente é feita pela comercialização do software – SIA, o produto estrela da Alidata.
O SIA engloba um conjunto de softwares que passam pela Gestão Comercial e Financeira (GIA), Contabilidade Geral, Analítica e Orçamental (CGA), Gestão de Imobilizado (GIM), Gestão de Recursos Humanos (GSA), soluções de e-Commerce (ECA), Gestão de Obras/Concessionários/Oficinas (GOA) e dispõe ainda uma solução que permite o controlo de toda a produção/supervisão (CPA/SPA), direccionada para vários tipos de indústria, nomeadamente, Plásticos, Vidro, Cerâmica, Metalomecânica, Mobiliário, etc.
É uma solução que integra um poderoso sistema de replicação permitindo fazer a transferência (replicação) de dados entre várias empresas e filiais em mercado nacional ou internacional, podendo utilizar linhas comutadas, dedicadas ou Internet.
O mercado alvo extende-se a todo o tipo de empresas, de todas as dimensões, destacando-se indústrias que necessitem de um verdadeiro controlo de produção. Isto é, que para além de um planeamento a nível produtivo, tenham um levantamento no terreno de tempos e custos reais.

Que vantagens e/ou mudanças e/ou benefícios trouxe a certificação para as empresas em geral?
De entre muitas vantagens, podemos destacar que internamente há uma melhoria do funcionamento da organização, e externamente uma melhor imagem da empresa, contribuindo para conquistar a confiança dos seus clientes, actuais e potenciais.
A Alidata preocupa-se essencialmente com a satisfação dos clientes, pois é um factor diferenciador no serviço prestado. Caminha para a obtenção do reconhecimento como produtor de software, parceiro preferencial e reputado, criando vantagens competitivas resultantes da utilização e exploração das novas tecnologias. A conquista do Certificado de Qualidade é sem dúvida um valor inegável e um factor concorrencial decisivo, é um factor de distinção.
Nós, entendemos que a tecnologia se deve adaptar às especificidades do negócio dos nossos clientes e não que os clientes devem moldar o seu negócio às restrições tecnológicas. Para que isto possa acontecer, é importante perceber a forma como a Alidata entende o seu posicionamento face aos desafios que nos são colocados.
Pretendemos construir soluções para os nossos clientes, de modo que estes se tornem não só mais ágeis na criação de valor, mas também mais competitivos nas áreas de negócio em que estão inseridos.
Conhecendo o negócio dos nossos clientes e potenciais clientes, desenvolvemos uma oferta de soluções que proporciona uma resposta global para cada área específica de negócio. Através destas soluções podemos proporcionar o crescimento dos nossos clientes, acrescentando valor à sua actividade e à dos seus parceiros. Para isso, utilizamos a melhor tecnologia disponível, tomando como referência os mais estritos critérios de qualidade.

Acha que se vive, neste momento, algum excesso ou euforia em torno da certificação de qualidade? E a que se deve esse sentimento? Corresponderá ele à realidade nacional ou existirá um desfasamento entre as necessidades competitivas e a indispensabilidade de apostar na certificação?
O sucesso de qualquer empresa depende directamente da sua capacidade de mobilizar e organizar os meios e recursos necessários à realização de produtos e serviços que satisfaçam a exigências, necessidades e expectativas dos seus clientes. A Certificação de Qualidade deve ser o acumular e a prova disto mesmo.
A Certificação de Qualidade é uma imposição crescente para qualquer empresa, inserida em qualquer mercado. Mas não basta exibir o certificado. Exige-se também que as empresas dêem provas que se regem pelas normas da qualidade, e que dispõe dos meios para a melhoria contínua do exercício da sua actividade de forma a acompanhar as exigências dos seus clientes.
O que se nota no mercado é que são poucas as empresas de TI a obter a Certificação de Qualidade dos seus serviços.
É de lamentar que muitas empresas que conquistam o Certificado da Qualidade, o façam com o objectivo de o utilizarem so como argumento comercial.
Quando uma empresa já presta um bom serviço, não é por obter um Certificado de Qualidade que vai prestá-lo melhor. E quando uma empresa não presta um bom serviço não é por obter um Certificado que o vai fazer melhor.
Porque o que acontece em muitos dos casos, é que há realmente melhoria interna nos processos, passa tudo a estar bem definido. Mas, se a preocupação da Empresa não for prestar um bom serviço ao Cliente, de que lhe serve uma certificação dos seus processos? Se já existia um mau atendimento, continua a este a ser mau, ou melhora? É preciso compreender que o Certificado de Qualidade só faz sentido quando há realmente o cumprimento das regras e o esforço contínuo para melhorar a satisfação do cliente.

A área da higiene e segurança no trabalho tem sofrido uma forte evolução nos últimos anos. A que se deve essa preocupação por parte das empresas?
Em primeiro lugar, este aumento deve-se em muito a imposições legais e muitas das empresas que prestam esse serviço exploram as Empresas que se preocupam com as condições de higiene e segurança no trabalho.
De qualquer forma, tem-se verificado que os perigos e riscos associados à higiene e segurança no trabalho, bem como a sua gestão , prevenção e melhoria, são cada vez mais respeitados pelas empresas. Isto deve-se à crescente consciencialização de que o cumprimento das regras de higiene e segurança no trabalho, contribui activamente para valorização e desenvolvimento das competências dos recursos humanos.
É essencial para o bom funcionamento de uma organização que se façam cumprir os requisitos legais aplicáveis. Assim, cumprir a legislação do trabalho aplicável, controlando e melhorando os aspectos possíveis, influencia positivamente o sucesso de uma organização pelo bem estar dos seus recursos humanos.

Parece-lhe haver preocupações de índole ambiental por parte dos empresários e das entidades portuguesas com capacidade de decisão a este nível? Se sim, porquê? Se não, o que pode ser feito para mudar esta realidade?
Mais uma vez e, apesar da crescente consiencialização dos perigos daí decorrentes, o impacto ambiental das actividades e produtos das empresas está sujeito a imposições legais.
A certificação ambiental deve significar que uma empresa cumpre a legislação ambiental e que controla e melhora os impactos ambientais significativos das suas actividades e produtos.
No nosso caso particular, o impacto ambiental é quase nulo, assumindo um risco muito reduzido.

Em termos de formação profissional, qual a actual situação do sector em que actuam?
Os quadros da Alidata estão dotados de pessoas qualificadas, o que oferece confiança e qualidade nos serviços prestados ao disponibilizar pessoal altamente especializado para o exercício de uma área tão complexa.
O nível de qualificação e experiência profissional de todos os nossos colaboradores constitui o factor determinante no crescimento, uma vez que os nossos quadros são a mais significativa valia da organização.

A concorrência que existe no sector onde trabalham é muito forte? O facto de uma empresa ser certificada serve de factor diferenciador relativamente às outras empresas?
A concorrência no sector das TI é muito forte e na nossa área de actuação, zona Centro (distrito de Leiria) é desleal.
Tem-se verificado ao longo destes anos que as empresas de informática não se preocupam com o dia de amanhã, tanto mais que o crescimento verificado ao longo destes últimos anos de empresas deste sector é muito acentuado pelo que o seu encerramento também, o que tem vindo a descredibilizar muito este sector perante a Banca, perante o mercado. Sendo assim, é de notar as empresas que conseguem “sobreviver”.
Nota-se que o objectivo de muitas empresas deste sector é apenas vender e não se nota a preocupação com a satisfação do Cliente. Isto é notório pela grande rotatividade das Empresas por várias empresas de TI.
Não há preocupação com os recursos humanos, uma vez que há grande rotatividade em termos de colaboradores. A Alidata orgulha-se de ter uma percentagem elevada de colaboradores com mais de 10 anos de trabalho na empresa.

Quais são os vossos projectos para o futuro, a curto e médio prazo?
Em 2004, prevê-se a abertura da filial em Lisboa para funcionar apenas como Divisão de Vendas Indirectas, para uma melhor gestão logística para o apoio aos nossos parceiros.
Em termos de parcerias para o ERP SIA, vão existir algumas modificações estruturais na Alidata para melhor responder às necessidades dos parceiros enquanto fornecedores dos seus clientes.
Vamos lançar um produto alternativo, ou seja, um software package para ser distribuído em Grandes Superfícies Comerciais e Lojas de Informática. Este produto é fruto do nosso know-how, por isso, não é mais um software monoposto de fácil instalação com as características que todos nós conhecemos, mas vai ter mais algumas funcionalidades.

in Primeiro de Janeiro