Alidata a caminho da Europa
A internacionalização é uma aposta estratégica da empresa
O mercado europeu está na rota da Alidata. O sócio-gerente da empresa, Jaime Gomes, acredita nas potencialidades da internacionalização para os países europeus, uma vez que, segundo ele, o clima pós-guerra “deixou as empresas com necessidades de maior eficiência de custos ao nível dos processos”. Os PALOP também poderão atrair a software house, mas a entrada nestes mercados “ainda não é uma aposta”, porque, segundo o referido executivo, o desenvolvimento existente naquelas paragens passa por sectores de actividade estranhos à Alidata, nomeadamente pelo da construção. “Pensamos que daqui a dois ou três anos será oportuno ter uma filial em Angola”, acrescentou este responsável.
Localizada em Leiria, a Alidata prevê também a expansão dentro do território nacional. A abertura de uma filial em Lisboa no próximo ano podertá ser o caminho a seguir pela empresa, que continua a promover as suas soluções junto dos implementadores, procurando desta forma abranger, indirectamente, todo o território nacional.
Em termos de venda directa, a Alidata pretende “acentuar mais a sua força de vendas na média e na grande empresa, dando especial destaque à indústria”, esclareceu o sócio-gerente da companhia.
O mercado parece oferecer boas oportunidades de negócio para a Alidata, Jaime Gomes considera que “há uma lacuna no mercado do software global”, em especial nas áreas de controlo de produção e gestão de oficinas. Segundo ele, a existência de inúmeros softwares internacionais com valores de implementação muito elevados permite à Alidata ganhar pontos, uma vez que o seu software “tem valores inferiores e bases de dados ao mesmo nível dos softwares internacionais”, acrescentou.
Venda directa ssegura resultados
Em 2002 a empresa fechou as contas com um saldo positivo, conseguindo manter o volume de negócios “praticamente sustentado pela venda directa”, referiu o responsável. Em relação a o primeiro trimestre deste ano, Jaime Gomes admite a existência de uma quebra “ligeira” nas vendas, mas revela que houve uma “maior rendibilidade resultante da componente serviços”.
A indecisão do mercado atingiu parcialmente a Alidata, que se apoiou no empreendorismo das empresas que não se retraem e que investem na componente informática quando sentem necessidade. Esta estratégia “permitiu de alguma forma ficar de fora da suposta crise”, garantiu o sócio-gerente.
Confiante nas previsões macro-económicas que apontam para uma retome do mercado, Jaime Gomes considera que, pelo menos no tecido empresarial em que actua (zona centro), tudo aponta para que as empresas industriais “concretizem os investimentos em software e em hardware, entretando retidos pelo clima de indecisão”.
Afastando qualquer clima de euforia, o nosso interlocutor disse ao Semana que os investimentos “irão acontecer mas de uma forma cautelosa”, o que permitirá “alargar o tempo de decisão por parte das empresas”.
O investimento nos produtos é uma componente essencial na estratégia da Alidata. Nos últimos anos, a empresa canalizou os recursos para o novo Sistema de Informação Avançado (SIA), orçado em 1250 mil euros.
“Para satisfazer uma média/grande empresa é preciso oferecer-lhe uma solução ERP que passe pela gestão integrada, pelo controlo de produção e/ou gestão de obras”, referiu o mesmo responsável.
Concorrência não assusta
Destinado a empresas que pretendem consolidar e centralizar o processamento de dados, com vista a reduzir os custos de obtenção de informação e a melhorar a qualidade de informação de gestão, o SIA oferece inúmeras vantagens, nomeadamente ao nível da reengenharia dos processos, da definição de novas estratégias de negócio e da escalabilidade dos sistemas de informação, entre outras.
A uniformização dos múltiplos processos de negócios realizados por uma empresa, resultantes da existência de um único sistema integrado e simples, “permite a poupança de tempo, aumenta a produtividade e reduz os custos”, assegurou.
Embora este conceito de software seja defendido por inúmeros players, a Alidata garante que a concorrência não a intimida e apoia a sua presença no mercado numa oferta de produtos “abrangente”, que inclui a gestão comercial integrada, a gestão de imobilizado e de recursos humanos, a gestão de obras, de oficinas e de concessionários, bem como o controlo de produção para indústrias específicas. Na opinião de Jaime Gomes, as maiores empresas nacionais que produzem software “apostam em determinados produtos, e só depois em nichos de mercado”.
A Alidata tem estado igualmente atenta à indústria, tendo adquirido um conhecimento “profundo” das empresas industriais, o que resultou na disponibilização de um software “completo para o controlo de produção”. A empresa conta actualmente com uma carteira de 600 clientes a funcionar com as suas soluções e 50 empresas a utilizar o controlo de produção.
SIA é um produto chave
O Sistema de Informação Avançado (SIA) é um dos produtos chave para a estratégia da Alidata. Desenvolvido em Delphi e utilizando uma base de dados Interbase, o SIA está capacitado para ambientes servidores Linux, Solaris e Windows.
A solução permite a replicação de dados entre servidores por meio de linhas dedicadas, VPN, ADSL, entre outras. O IBReplicator é rápido, porque a informação ocorre directamente entre servidores (com uma ligação 28.8 dial-up envia 200 operações por segundo entre 2 Pentium a 200 Mhz sem perder qualquer informação), é pequeno, uma vez que contém apenas o código necessário, e não implica a utilização de outros softwares.
in Semana Informática

